Péssimo investimento

marcio | Economia, Generalidades | May 21st, 2009
O texto abaixo é velho ( e provavelmente inventado) mas vale a pena reler…

Uma moça escreveu um email para uma revista financeira pedindo dicas sobre “como arrumar um marido rico”. Contudo, mais inacreditável que o “pedido” da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada:

Mensagem/email da MOÇA:

“Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas? Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West. Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia  correta? Como eu chego ao nível dela?” (Rafaela S.)

Mensagem/resposta do (inspiradíssimo) RAPAZ:

“Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.

Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa… Isto posto, considero os fatos da seguinte forma:

Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Proposta clara, sem entrelinhas. Mas tem um problema. Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos.. E  você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.

Isto é, hoje você está em ‘alta’, na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada. Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como ‘trading position’ (posição para comercializar) e não como ‘buy and hold’ (compre e retenha), que é para o quê você se oferece… Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um ‘buy and hold’) com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar. Cogitar… Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão ‘articulada, com classe e maravilhosamente linda’ seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa ‘máquina’, quero tão somente o que é de praxe: fazer um ‘test drive’ antes de fechar o negócio… podemos marcar?”

O destino (à maneira dos… coreanos)

marcio | Literatura | December 23rd, 2008

Encontraram-se os dois chineses.

— Olá, Shen-Tau, por onde andou?

— Ah, passei seis meses no hospital, Shin-Fon.

— Eh, isso é mau!

— Nada. Isso é bom: casei com uma enfermeira bacaninha.

— Ah, isso é bom!

— Que o que — isso é mau. Ela tem um gênio dos diabos.

— É, isso é mau.

— Não, não, isso é bom: o avô dela deixou uma herança e eu não preciso trabalhar porque ele acha que só eu sei cuidar do gênio dela.

— Oh, oh, isso é que é bom!

— Oh, oh, isso é que é mau! Com o gênio dela, às vezes não me dá um níquel. E como eu não trabalho, não tenho o que comer.

— Xi, isso é mau!

— Engano, isso é bom. Eu estava ficando gordo e mole — vê só, agora, o corpinho com que eu estou.

— É mesmo — isso é bom!

— Que bom! Isso é mau. As pequenas não me deixam e acabei gostando de outra.

— Êpa, isso é mau mesmo.

— Mau nada, isso é bom. Essa outra mora num verdadeiro palácio e me trata como um príncipe.

— Então isso é bom!

— Bom? Isso é mau: o palácio pegou fogo e foi tudo embora.

— Acho que isso é realmente mau!

— Mau nada: isso é bom. O palácio pegou fogo porque minha mulher foi lá brigar com a outra, virou um lampião e as duas morreram num incêndio. Eu fiquei rico e só.

— Isso… é bom… ou é mau, Shen-Tau?

— Isso é muito bom. Shin-Fon.

Moral: Nada fracassa mais do que a vitória, e vice-versa.

 

FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1979. p. 61-2. 

A melhor explicação para crise do subprime

marcio | Atualidades, Vídeo | December 19th, 2008
YouTube Preview Image

Cibo Matto, “Sugar Water”

marcio | Vídeo | November 27th, 2008

Clipe de Michel Gondry. Absolutamente genial!

YouTube Preview Image

Não diga bobagem, Fernando Henrique.

marcio | Atualidades | November 27th, 2008

Atribuindo a Lula um suposto alheamento da crise econômica, o ex- 
presidente tenta ser irônico ao chamar seu sucessor de “grande  
economista”. Falta um amigo que, em ocasiões como essa, lhe sussurre  
discretamente: “Não diga bobagem, Fernando Henrique, você continua nu”.

Por Gilson Caroni Filho

A psiquiatria define obsessão como idéias ou imagens que ocorrem  
repetidamente e parecem estar fora de controle. A compulsão surge,  
então, para aliviar a angústia que essas idéias e imagens provocam. As  
últimas críticas de Fernando Henrique Cardoso ao presidente Lula estão  
inseridas em recorrentes esforços de apagar e reescrever a triste  
história dos seus dois mandatos sucessivos.

Ao aproveitar um encontro com prefeitos eleitos pelo PSDB paulista  
para atacar o atual governo, FHC comporta-se como uma pessoa que  
apresenta duas ou mais personalidades, sendo que a função de uma delas  
é dissimular seu verdadeiro estado, escondendo-se do mundo exterior,  
de sua própria realidade. Curiosamente, parece viver somente agora o  
seu verdadeiro exílio. Aquele que o distancia do que foi – e ainda é –  
para aproximá-lo do que gostaria de ter sido. No imaginário se  
reconcilia com a imagem cultivada à sombra das ilusões uspianas e  
escapa da pequenez política que adquiriu.

Atribuindo a Lula um suposto alheamento da crise econômica, o ex- 
presidente tenta ser irônico ao chamar seu sucessor de “grande  
economista”. O tom jocoso presente em “veste a roupa, rei. Pare de  
falar bobagem”, resvala para o patético quando afirma que “aqui não é  
marola, não. Vai perguntar pra quem está perdendo o emprego hoje, que  
é mineiro da Vale, se é marola. Não é marola. Marola é quando você não  
é afetado. Está afetando.”

Provavelmente estamos diante de um lapso. O “conselheiro” do  
presidente parece ter apagado da memória que, em seu governo, o país  
se superou em matéria de malversação do dinheiro público, socialização  
de prejuízos e entrega do patrimônio nacional. Que foram oito anos de  
securitização de dívidas de latifundiários inadimplentes (o  
“agrobusiness”) com o Banco do Brasil. Oito anos de crescimento mínimo  
e endividamento externo máximo.

Esquece também que, como em nenhuma outra, sua gestão promoveu a  
dependência do país ao capital especulativo, sucateou a Previdência,  
jogou o país na recessão, e submeteu o destino da nação aos ditames do  
FMI para conseguir empréstimos de socorro. A nudez presidencial nunca  
foi tão escandalosa como no período compreendido entre 1994 e 2002.

O tucanato no poder, e é bom que nunca esqueçamos disso, fez das teses  
monetaristas uma religião. Seu legado foi uma inflação camuflada,  
desequilíbrios imensos tanto no plano interno quanto no externo. A  
desnacionalização de partes substantivas da produção e serviços  
nacionais foi a tônica de uma época que insiste em se apresentar como  
a “era da estabilidade”.

Aumento do desemprego, congelamento – ou irrisórios reajustes  
salariais dos servidores públicos – e uma escalada sem precedentes da  
violência urbana foram algumas das obras marcantes de FHC. Esse mesmo  
que, em tom professoral, pretende ensinar ao presidente como se  
comportar em uma crise.

Segundo o economista M. Pochmann, comparando-se os dados do Censo  
Demográfico de 2000 com os de 1994, encontrava-se um adicional  
fantástico de sete milhões de novos desempregados gerados durante sete  
anos. Quantos destes foram ouvidos pelo presidente tucano? Perto da  
política arrasada do neoliberalismo, o que temos hoje ainda é marola,  
sim.

Talvez fosse conveniente o ex-presidente ler publicações antigas. Na  
IstoÉ, de 20 de junho de 2002, o industrial Eugênio Staub, da  
Gradiente afirmava: “Estamos no sétimo ano de um governo que, em 2002,  
entregará um país em piores condições do que recebeu. O responsável  
pela situação atual não é o pobre, nem o americano, nem o militar,  
somos nós, a elite brasileira”. Segundo Staub, a única saída era “a  
eleição de um líder que fosse capaz de mobilizar a força  
transformadora”. Em suma, alguém capaz de consertar os estragos  
deixados pelo “grande sociólogo”. O ex-presidente que, ao deitar  
falação, reaviva a memória de quais foram as vestes usadas em seu  
reinado.

Falta um amigo que, em ocasiões como essa, lhe sussurre discretamente:  
“Não diga bobagem, Fernando Henrique, você continua nu”.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades  
Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro  e colaborador do  
Observatório da Imprensa.

Cala a boca, FHC!

marcio | Atualidades | November 27th, 2008

Por Emir Sader

Quem disse: “ A globalização é o novo Renascimento da humanidade.”

Quem disse: “Quem acabou com a inflação, vai acabar com o desemprego.”

Quem disse: “Esqueçam o que eu escrevi.”

Quem disse: “Vou virar a página do getulismo.”

Quem disse, no último comício de Alckmin, no segundo turno, com a  
camisa fora da calça, desesperado: “Lula, você acabou, você morreu.”

Quem disse: “O Estado brasileiro gasta muito e gasta mal” e entregou o  
Estado com a dívida pública 11 vezes maior.

Quem disse: “Eu tenho um pé na cozinha” e depois de terminado o  
mandato, cinicamente acrescentou: “na cozinha francesa”.

Quem quebrou a economia brasileira três vezes e na última, em 1999,  
subiu a taxa de juros para 49%?

Quem reprimiu e tentou criminalizar os movimentos sociais?

Quem fez a Petrobras mudar de nome para Petrobrax, para tentar  
privatizá-la. Quem vendeu 1/3 das ações da Petrobras nas bolsas de  
valores de Nova York e de São Paulo? Quem quebrou o monopólio estatal  
do petróleo no Brasil?

Quem comprou votos de parlamentares para mudar a Constituição e  
conseguir um segundo mandato?

Quem aumentou como nunca o trabalho precário no Brasil?

Quem entregou o patrimônio público a preço de banana aos grandes  
capitais privados nacionais e internacionais, depois de sanear  
empresas públicas com dinheiro do BNDES e financiar essa transferência  
com juros subsidiados, no maior caso de corrupção da história  
brasileira.

Quem disse que os trabalhadores brasileiros são preguiçosos?

Quem disse que o Brasil tem vários milhões de pessoas “inimpregáveis”?

Quem sumiu o Brasil na longa recessão a partir de 1999, que só foi  
superada no governo Lula?

Quem quase liquidou o Mercosul com suas idéias de livre comércio e de  
prioridade de comércio com os países do norte?

Quem promoveu a mais ampla privatização da educação no Brasil?

Quem fracassou e teve seu governo largamente rejeitado quando seu  
candidato foi derrotado em 2002?

Quem não conseguiu nem que o candidato do seu partido defendesse seu  
governo nas eleições de 2006?

Quem é o político atualmente mais rejeitado pelo povo brasileiro, como  
tendo sido o presidente dos ricos?

Quem tinha o apoio de 18% dos brasileiros a esta altura do mandato,  
quando Lula tem 80% de apoio e 8% de rejeição.

Quem disse e fez tudo isso, FHC, deve calar a boca para sempre. O povo  
o rejeitou, o Brasil o rejeitou, democraticamente.

CALA A BOCA, FHC!

Todo mundo recebeu… mas vale a pena rever

marcio | Vídeo | November 6th, 2008

Já havia lido o discursos de Steve Jobs na época, mas só agora vi o vídeo. Aparentemente, meio mundo recebeu. Vale a pena ver.

YouTube Preview Image

Você pode ver com legendas em português aqui.

A história das coisas

marcio | Atualidades, Economia, Vídeo | June 8th, 2008
YouTube Preview Image

Penso que é importante divulgar esse tipo informação. Conscientização é o primeiro passo para mudar o rumo suicida que a a sociedade tomou. Porém, o passo seguinte é o mais importante: mudar os hábitos. Procurar convencer os mais próximos a mudar também. Apenas saber que é algo é errado não basta. Na hora de comprar qualquer coisa, pense nisso. Muitas vezes, economizar dinheiro é economizar o planeta.

A Fome

marcio | Artes e Partes, Literatura | June 4th, 2008

Sempre vivemos com fome
Fome de comida, amor, diversão, de ganha pão
A fome é algo que vem lá dos bagos
Não temos controle
Sem saciá-la, a fome nos corrói
Nos come por dentro

A fome também tem fome

A fome é autônoma, não dá pra acabar com ela
Ela, se quiser, é que pode acabar com a gente
Vamos jogando coisas pra que ela se distraia
Mas a gente acaba se distraindo e a fome volta

A fome é necessária
Sem ela a gente pára
e olha pros lados sem saber pra onde ir…
E ficamos lá parados
até o tempo levar nossa poeira
A fome é o ciclo da vida

É uma necessidade suprema
A fome é o que nos faz continuar
Só que, às vezes, a fome é forte demais
E dói. Dói muito.
Parece que vamos morrer.

É a fome com fome

Mas sempre tem jeito de matar a fome
Quer dizer, matar não dá
Mas em algum lugar está aquilo que a fome quer
Pelo menos um pouco pra que ela nos deixe em paz

A fome é o início e o fim de tudo
É o nosso instinto de sobrevivência
É o nascimento, o leite materno
o bolo de chocolate, a vela de aniversário
o primeiro beijo, a dor de barriga
a bebedeira, o dedo quebrado, o joelho ralado
É o fim do caminho, um tanto sozinho

Enfim, quem tem fome está vivo

E no por do sol…

marcio | Fotografia | March 9th, 2008

reveillon2008_1Reveillon2008_2

Alarmismo Amarelo da Mídia

marcio | Atualidades, Generalidades | January 29th, 2008

Saiu no blog Vi o Mundo:

BRASÍLIA REGISTRA AS PRIMEIRAS VÍTIMAS DO ALARMISMO MIDIÁTICO 18/01/2008

Nesta semana, foram internadas em Brasília as duas primeiras vítimas de overdose de manipulação da mídia. Um jovem de 20 anos foi internado com hepatite e uma mulher foi atendida em um hospital com choque anafilático após tomarem mais de uma dose da vacina da febre amarela. A informação é do DFTV.

O blog “Vi o Mundo”, do jornalista Luiz Carlos Azenha, recebeu uma carta do médico Pedro Saraiva na qual ele aponta os exageros da mídia em relação aos casos de febre amarela como um dos responsáveis pelo clima de histeria e desinformação que tomou conta de setores da sociedade, levando várias pessoas a procurarem os postos de vacinação mesmo sem necessidade e em alguns casos colocando em risco a vida destas pessoas, como aconteceu com as duas vítimas do Distrito Federal.

Caro Azenha, sou médico clínico geral e nefrologista formado pela UFRJ. Sou seu leitor assíduo, e resolvi escrever-lhe para ver se pelo menos aqui, no seu blog, um médico consegue espaço para falar sobre essa histeria que envolve a febre amarela.

A cobertura da grande imprensa parece que não consegue chegar ao fundo do poço. Depois de inúmeros factóides e de acusar o presidente até de derrubar aviões comerciais, eles agora aparecem com essa irresponsabilidade de criar pânico na população através de um problema de saúde pública. Tive acesso a um texto da jornalista da Folha, Eliane Cantanhêde (que aliás, parece ser casada com um dos donos de uma produtora ligada as campanhas eleitorais do PSDB), que dizia o seguinte logo no primeiro parágrafo:

“Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem… Vacine-se logo! ”

E depois de alguns parágrafos em que não esclarece nada, termina assim:

“O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais. Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano, e nos seguintes.”

ABSURDO! ESTÃO USANDO A SAÚDE PÚBLICA PARA POLITICAGEM BARATA!

Alguns esclarecimentos:

Colunistas falam de epidemia com uma facilidade incrível para quem não entende o que quer dizer o termo. Epidemia não é o aparecimento de casos de uma doença no jornal. Uma epidemia só se caracteriza quando ocorre um aumento maior que 2x o desvio padrão sobre a incidência média de uma doença nos últimos anos. Ou seja: Incidência média + 2x desvio padrão.

Não vi até agora nenhum jornal mostrar a incidência da febre amarela nos últimos 10 anos para uma comparação. Repare na média de casos do período FHC e Lula, será por isso que ninguém mostra os números?

1996 – 15 casos

1997 – 3 casos

1998- 34 casos

1999 – 76 casos

2000- 85 casos e 42 mortes

2001 – 41 casos e 22 mortes

2002 – 15 casos e 6 mortes

2003 – 64 casos e 22 mortes – obs: 58 dos casos diagnosticados na região sudeste, principalmente MG

2004 – 5 casos e 3 mortes

2005 – 3 casos e 3 mortes

2006 – 2 casos e 2 mortes

2007 – 6 casos e 5 mortes

(fonte : Min.Saúde)

Todos esses casos são da forma de transmissão em área silvestre da febre amarela. Desde a década de 1940 que não há relatos da transmissão urbana da febre amarela. Veja bem, transmissão em zona urbana é diferente de diagnóstico em zona urbana. A forma silvestre é endêmica pincipalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste e se comporta de forma cíclica, com surtos a cada 5-7 anos.

A transmissão em área silvestre é feita pelo mosquito do género Haemagogus, e se dá através, principalmente, de macacos infectados para humanos não imunizados por vacina. A forma urbana é transmitida do homem para homem através do Aedes aegypti, o mesmo da dengue O risco de retorno da forma urbana não é novo, e existe desde a década de 80 quando houve a reintrodução do Aedes aegypti no Brasil.

Até o momento (15/01/08), apesar de toda histeria, apenas 2 casos foram comprovadamente de febre amarela este ano. E todos contraídos em áreas silvestres. Ou seja, nada de anormal.

Feitos os esclarecimentos, vamos aos comentários sobre a cobertura da mídia.

1- Estão noticiando morte de macacos, supostamente com febre amarela, como se isso fosse um sinal de que a doença está fora de controle. O pior, vários dos macacos noticiados tiveram exame negativo para febre amarela. Ou seja, estão noticiando apenas morte de macacos.

2- Estão noticiando as mortes por febre amarela como um fato novo do governo Lula, como se ninguém morresse da doença nos anos anteriores. Estão confundindo a ausência de casos urbanos com ausência de casos em geral.

3- E o mais grave, estão criando pânico na população e levando a uma corrida desnecessária e prejudicial aos postos de vacinação . Os comentários dos leitores nas edições da internet do Globo por exemplo, são assustadores. A mídia informa mal os leitores, e deixa que o boca-a-boca crie teorias da conspiração contra o governo.

A vacina da febre amarela não é vitamina C. Ela é feita com vírus vivo atenuado e por isso apresenta contra-indicações e efeitos colaterais. Quem não mora em área de risco ou não vai viajar para uma, não precisa e não deve receber a vacina. Além de tudo, ainda há o risco de falta da vacina para quem precisa.
Contra- indicações

· Crianças com 4 meses ou menos de idade, devido ao risco de encefalite viral (contra-indicação absoluta).

· Gestantes, em razão de um possível risco de infecção para o feto.

· Pessoas com imunodeficiência resultante de doenças ou de terapêutica: infecção pelo HIV, neoplasias em geral (incluindo leucemias e linfomas ), Aids, uso de medicações ou tratamento imunossupressores (corticóides, metotrexate, quimioterapia, radioterapia), disfunção do timo (retirada cirúrgica ou doenças como miastenia gravis, síndrome de DiGeorge ou timoma).

· Pessoas que tenham alergia a ovos, uma vez que a vacina é preparada em ovos embrionados.

· Pessoas com alergia a eritromicina, um antibiótico que faz parte da composição da vacina.

· Pessoas com alergia a gelatina, que faz parte da composição da vacina

· Pessoas com antecedentes de reação alérgica a dose prévia da vacina anti-amarílica.
Efeitos colaterais.

Ø Reação alérgica grave (anafilática) ocorre em aproximadamente 1 em cada 131.000 doses aplicadas.

Ø Reações no sistema nervoso central (encefalite) – cerca de 1 caso para cada 150.000 – 250.000 doses.

Ø Comprometimento de múltiplos órgãos com o vírus da febre amarela vacinal – aproximadamente 1 caso para cada 200.000 – 300.000 doses Acima de 60 anos a incidência desta complicação é maior (cerca de 1 caso para cada 40.000 – 50.000 doses). Mais da metade dos indivíduos com febre amarela vacinal evoluem para o óbito.

Se na remota hipótese de alguém morrer por tomar desnecessariamente a vacina a Sra.Eliane Cantanhêde (FSP) vai se responsabilizar? Ou vai culpar o governo de novo?

Em vez de focar nos inúmeros problemas reais do nosso sistema de saúde, a imprensa prefere criar factóides que em nada ajudam a população.

Pedro Saraiva

O problema de Veja

marcio | Atualidades | November 26th, 2007

O texto é esse aí embaixo, e é do Pedro Dória:”

O problema de Veja

A troca de mensagens pública entre o repórter Jon Lee Anderson e o editor de Internacional de Veja, Diogo Schelp é um bocado importante – e não pelo que ela diz a respeito de Schelp; pelo que diz sobre Veja.

A argumentação de Schelp em sua defesa é ruim. Fonte não deve qualquer sigilo a repórter – a nossa é uma profissão que deve operar às claras. O sistema de filtro de mensagens da Abril é de fato muito rigoroso e dá problema com mensagens perdidas a toda hora. Mas este é um problema que a Abril deve resolver com sua equipe técnica. Numa empresa jornalística, é um problema sério. Usar o anti-spam como desculpa para não ter contatado uma fonte é piada.

Por fim, ele reconheceu publicamente que Veja tem uma lista negra: quem cai lá não sai na revista. Não é o único órgão de comunicação grande que tem uma lista dessas, mas há um motivo pelo qual ninguém assume sua existência. É que não pode ter. Noticia-se, sempre, o que é notícia; e procura-se, sempre, quem melhor pode informar a respeito de um assunto. Quando uma publicação reconhece que tem uma lista negra, está dizendo que não tem pudores de usar sua influência para fazer com que alguém suma do mapa da relevância, independentemente de ser notícia ou não. (Não que, neste caso específico, Anderson vá sentir falta.)

(que loucura! conta mais…)

Credo

marcio | Artes e Partes, Literatura, Vã filosofia | November 26th, 2007

Acredito na singularidade inicial,
onde tempo e espaço não existiam,
e no Big Bang, seu único filho,
o qual foi concebido pela flutuação estatística.
Nascido energia pura,
padece sob a entropia,
foi expandido, resfriado e gerou matéria.

Acredito nas quatro forças,
gravitacional, eletromagnética, forte e fraca,
na seleção natural,
na relatividade geral,
na mecânica quântica,
nos quarks, nos léptons,
na remissão das teorias erradas,
na ressurreição do pó estelar
e na finitude da vida.

Amém

 

(Guilherme Levy)

 

Louva-Deus que tirai os pecados do mundo…

marcio | Fotografia | October 1st, 2007

louvadeus3

louvadeus4

louvadeus5

louva dedus

fotos: Marcio nigro

Brazil-zil-zil

marcio | Política | July 19th, 2007

Deu no blog do Mino Carta

“A mídia malha a situação e poupa a oposição, com empenho e desfaçatez dignos da medalha de ouro, recordistas mundiais. E me permito contar um episódio que remonta à segunda 16, e que não foi registrado por jornal algum, ou por qualquer órgão midiático.

O governador do Paraná, Roberto Requião, naquela tarde visita o presidente Lula no Palácio do Planalto, para um encontro como de hábito cordial. Em seguida, o governador, em toda a sua corajosa imponência, dirigi-se ao Comitê de Imprensa do próprio Palácio.

Requião tem sido um dos alvos preferidos dos ataques da mídia. Suas relações com os jornalistas são tensas, mas ele não hesita na provocação, e pergunta por que, em outros tempos, “vocês não falaram do filho de Fernando Henrique?” Outro rebento fora do matrimônio, como no caso de Renan Calheiros. A aventura de FHC, do conhecimento até do mundo mineral, é anterior à sua primeira eleição em 1994, e a jovem brindada pelos favores do príncipe dos sociólogos foi mais uma jornalista em atividade em Brasília, Miriam Dutra.

A pergunta de Requião deixa os credenciados do comitê entre atônitos e perplexos. Alguém balbucia que a comparação não cabe, os casos são diferentes. Impávido, o governador ergue o sobrolho e clama: “Por quê?” Logo explica: “Quem sustentou o filho do ex-presidente foi, desde o nascimento, uma empresa privada, a Globo da família Marinho”.

A bem da tranqüilidade familiar de FHC, e do seu desempenho na Presidência, Miriam Dutra e seu filho foram enviados ao exterior, no resguardo. Consta que voltaram para o País faz pouco tempo. Fez-se o silêncio no comitê, e o governador se foi, a dar risadas.

Agora, sou eu quem pergunta: alguém leu, ou ouviu, relato desse episódio? E então, volto à carga: qual é o país do mundo que se diz democrático, e goza de liberdade de expressão, onde um governador de estado, ou qualquer figura pública importante, fala de um ex-presidente da República igual a Requião, diante de uma matilha de perdigueiros da informação, e a mídia fecha-se em copas? Não conheço outro, além do Brazil-zil-zil.”

Next Page »

Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck