Archive for November, 2006
Anorexia é quase morrer de fome por opção, um distúrbio psicológico que faz a pessoa fazer “greve de fome” basicamente por razões estéticas. Ser magra — como no casos da modelo que morreu (e agora morreu mais uma menina no interior de SP) — é imperativo maior do que sua natureza biológica.
Eu não lembro quando foi a última vez que algum jornal ou revista reportou alguém que morreu de inanição por querer e não ter o que comer. Imagino que continue a existir esse problema no país, a menos que o Fome Zero realmente seja um enorme sucesso. Mas a “fome voluntária” de uma modelo parece escandalizar mais. Para mim, não. Porém, admito que é algo assustador.
O que realmente me assusta é a genealogia desses casos. Esses montes de meninas esquálidas e com cara de “comi e vomitei”, que são ou sonham em ser modelo, não correm atrás da magreza extrema só porque são anorexas. Essa doença é estimulada por algo chamado “mundinho da moda”, que impõe uma estética não natural, não saudável e, na minha opinião, pavorosa a milhares de garotas que só pensam em ser a garota da capa.
Chamamos essas meninas de modelos. Mas, afinal, elas são modelos de que? Pra quem? Elas são modelos de um mundo de mentira, onde desfilam com roupas que poucos seres humanos teriam coragem de usar; onde a aparência é tudo e que importa se quem está desfilando terá um ataque cardíaco a qualquer momento; onde tudo é permitido nos bastidores, desde que ninguém consiga filmar você cheirando cocaína ou transando na praia.
No mundo da moda, minha filha, não há democracia. Somos nós, meia dúzia de estilistas e revistas metidas a besta, que decidem o que é bonito ou não e como deve ser sua aparência. Você, querida, não tem direito a opinião (só na revista Caras), nem tem direito de comer, não tem direito nem de ser muito humana. Você é apenas um outdoor ambulante olhando o mundo com ar superior e vazio. Ah, e seu prazo de validade é de apenas alguns anos. Mas, olha, se você morrer antes disso, a culpa é da anorexia, ok?
Ainda meio que falando de estatísticas, o site My Footprint mede a sua “pegada ecológica”, ou seja, a demanda de cada pessoa sobre os recursos naturais.
Segundo um relatório do WWF (Wolrd Wild Fund – Fundo Mundial pela Natureza), em 2003, a média da pegada de toda a população humana foi 25% maior do que a capacidade do planeta de gerar recursos e reciclar resíduos. A previsão para 2050 é de que os seres humanos consumirão dois planetas Terra por ano.
No site cada pessoa pode calcular o tamanho da própria pegada a partir de um questionário, com versão em português. Eu fiz e o resultado foi que se todo mundo fosse que nem eu seriam necessários dois planetas e meio…
Difícil não ficar com a consciência pesada.
Não sou muito fã de estatísticas. A expressão “os números não mentem” não faz sentido, porque mentir faz paste apenas da natureza humana. Nada mais mente. E os números são usado indiscriminadamente pro bem ou pro mal. Já foi dito que estatística é a arte de torturar os números até que você diga o que você quer. A verdade é que temos de olhar os números com desconfiança (eu não confio nem um pouco no 3 e nem no 9, por exemplo).
Mas tudo isso é pra falar do site World Meters. Lá você verá em tempo real desde quantas pessoas nasceram hoje a quantas bicletas foram vendidas este ano, de quantos hectares de floresta já foram devastados a quantos raios já caíram em 2006. A maioria dos números vanao mudando em segundos ou décimos de segundos.
Consulte o site e, depois, na rodinha de amigos solte um “você tem idéia de quantas toneneladas métricas de dióxido de carbono já foram emitidas na atmosfera esse ano?”. Todos voltaram seus olhos para você com aquele ar de “lá vem” e, quando você disser número, ele já estará desatualizado.
Recebi um cartão da Daslu aqui em casa. Sensacional! Agora, em compras acima de R$ 1.000 posso parcelar em dez vezes. Imagino que lá uma cueca deva custar isso. Mas, enfim, nada como pertencer a um grupo tão seleto e estúpido.
O professor de economia Paul Singer deu uma entrevista insteressante à agência Carta Maior. Nela Paul Singer faz uma análise bastante prática — em sem os lugares comuns do economês — sobre os detinos da frágil economia brasileira.
Sei que isso é um assunto tabu, mas preciso tocar na ferida:
Impressão minha ou com a idade as unhas do pé crescem mais rapidamente?
Se sim, em que isso me ajuda?
Se não, pergunto: qual a utilidadde das unhas do pé?






