Estamos no século XIX, olhando as estrelas que agora saem de seus buracos. Silenciosamente, observamos todos os detalhes. Porém, os pontos principais escaparam de nossas mãos. Maria Ofélia coça minha orelha. Pelo menos foi o que ela me disse, pois jamais senti tal toque. O que significaria tal contato. Ela me amaria, a Maria? Ou seria isso – como acontece todos os dias – um simples contato de um dedo com uma orelha?
Siriús brilha como nunca, mas sei que durante a minha vida ela nunca brilhou, já que é uma estrela morta. Penso que ela deve ter sido sepultada em nossos céus, pátria amada Brazil.
Olho de novo para Julia (que um dia foi Maria), só que não havia mais toque, mais dedo e muito menos a cera. Ela me olhou com os olhos soturnos e disse:
— Somaria-me às suas entranhas se eu pudesse. Se ao menos você fosse menos esquivo…
Admirado com tais palavras, repliquei:
— Ai, sua vaca!
Ela nada mais me disse, pois sabia se o fizesse eu a mataria.
