





Direção: Richard Curtis
Elenco: Philip Seymour Hoffman, Bill Nighy, Kenneth Branagh, Rhys Ifans, Emma Thompson, Charlie Rowe
Ok, podem me chamar de saudosista, mas a era de ouro do Rock é um tema que realmente me comove!E eu nem vivi essa época, mas de certa forma me sinto um filho dela! O Rock além de um movimento cultural, uma revolução social, de costumes etc, também é folclore, tem seus personagens, seus heróis, seus mitos, seus vilões, suas musas e seus fiéis seguidores! Piratas do Rock faz uso de todos esses elementos pra trazer um filme leve, divertido e que retrata muito bem uma era! Baseado na verídica revolução das rádios piratas na Inglaterra, o filme tem como personagens principais os caras que foram essenciais para que essa revolução musical acontecesse, os DJ’s! Esses eram os caras! Formadores de opinião, criadores de tendência e antenados em tudo que surgia de novo na época, muito diferente dos DJ’s de hoje que estão engessados nos esquemas das grandes rádios, jabás etc. Esses caras eram tão rebeldes quantos os astros do rock, e eram esses caras que impulsionavam as grandes bandas! Piratas do Rock conta a história de uma rádio pirata Inglesa que transmite de um barco, numa época onde a única rádio que podia operar oficialmente era a do governo. Um navio cheio de Dj´s na marginalidade, perseguidos pelo governo, orquestrando uma revolução barulhenta na juventude daquele país e se divertindo pra cacete com isso! Personagens maravilhosos, atores sensacionais, roteiro divertidíssimo e uma trilha sonora impecável! Receita infalível! Só a cena em que um dos DJ´s arrisca a vida pra salvar sua coleção de vinis já vale o filme, pois retrata com muito carinho o compromisso e o amor que esses caras tinham por tudo que o rock representava! Imperdível pra quem viveu essa época e pra quem (como eu) gostaria de ter vivido!






Direção: Nora Ephron (Mensagem pra Você)
Elenco: Maryl Streep, Stanley Tucci, Amy Adams
Há um bom motivo para assistir esse filme: Maryl Streep está muito muito engraçada. O filme é aquela coisa bem “Sessão da Tarde” e sem ela seria mais um filme bonitinho. Ou seja, o filme é ela.






Direção: Kathryn Bigelow
Elenco: Ralph Fiennes, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce e Christian Camargo
Um filme em que um ator conhecido morre logo no começo não pode ser de todo ruim. The Hurt Locker é uma visão interessante sobre as dificuldades que as tropas dos EUA enfrentam no Iraque na visão de um soldado especializado em desarmar bombas.






Direção: Woody Alen
Elenco: Larry David, Evan Rachel Wood
Ao chamar Larry David (produtor de Seinfeld e Curb Your Enthusiasm) para estrelar seu filme, Woody Allen acertou na mosca. LD é novaiorquino, a temática do humor é semelhante e ele tem uma personalidade controversa como a de Woody Allen. A diferença é que LD é bem menos sutil. O resultado é algo digno dos melhores comédias dos anos 70 de Woody Allen, com direito a pequenos toques surrealistas e tudo.






Direção: Christine Jeffs
Elenco: Emily Blunt, Amy Adams, Alan Arkin
Filme simpático para uma domingo de chuva. Produção independente (o “Sunshine” no título não deve ser por acaso, pois o clima do filme lembra Pequena Miss Sunshine) que narra a história de duas irmãs que passam a realizar a limpeza de cenas de crimes para sobreviver.






Diretor: Duncan Jones
Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey
Com uma mistura de elementos 2001, Solaris e Charlie Kauffman (roteristas e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, esté é certamente um dos melhores filmes de 2009.
E Sam Rockwell é um monstro.






Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Jennifer Jason Leigh, Emily Watson
Direção: Charlie Kaufman
Antes de mais nada, não é para qualquer um este filme em que Charlie Kaufman estréia como diretor e roteirista. Tendo em vista os outros filmes que ele escreveu os roteiros (Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças, Adaptação, Quero Ser John Malkovitch) dá pra imaginar que não é dos filmes mais lineares. Metalinguística, paradoxos, surrealismo, non-sense, drama, comédia e romance se misturam de forma intricada, podendo tanto atrair como repelir o espectador. Philip Seymour Hoffman, certamente um dos maiores atores de sua geração, e o elenco de primeira conduzem a história de um diretor de teatro à procura de sentido em meio ao caos.






Ultimamente Robin Williams tem escolhido melhor os filmes que atua, ao contrário da época em que fazia coisa como Flubber e outras idiotices. De uns tempos pra cá, aparentemente vem se focando no seu lado “ator sério”. Segredos Na Noite é mais um dessa leva. Williams interpreta Gabriel Noone, um radialista que fica obcecado com a história de um garoto (ouvinte assíduo do programa) que sofreu abusos sexuais e que se encontra sobre a guarda de Donna Logand (Tony Collette). Depois de ter contato por telefone durante algum tempo, o radialista passa a desconfiar da identidade do garoto e aí começa o mistério.
A trama é interessante, mas o suspense não é tão grande assim. Por vezes, parece que o filme cairá num grande chavão (como gatos dando sustos ou Robin Williams é esquizofrênico e o garoto é invenção da sua cabeça) mas felizmente nada disso acontece. Com exceção da cena final, funcional mas um tanto quanto manjada. O problema do filme é apenas não empolgar um pouco mais, pois os atores e a história seguram.






O poster e o trailer enganam. O Labirinto do Fauno induz você a pensar que se trata de um filme de fantasia ou de terror puro e simples. Porém, em se tratando do mexicano Guillermo del Toro (Espinha do Diabo e Hellboy) dá para imaginar que não é um filme qualquer.
O Labirinto do Fauno é na verdade um filme sobre a guerra civil espanhola e sobre uma menina que vive num mundo imaginário (com toques de Frank Oz e de Clive Barker) que confronta com a dura realidade da repressão facista pós-guerra do general Franco. A magia do filme está no modo como as duas realidade estão intercaladas e como se encontram no final.
Melhor não falar muito. Bom mesmo é ver, se possível no cinema.